Um propósito claro:
Dedico minha vida à oncologia cutânea, pois acredito que cuidar vai além da cura.
É estar presente, orientar com clareza e oferecer um atendimento individualizado,
respeitando a história e as necessidades de cada paciente.
Segurança, precisão e acolhimento
em cada cirurgia.
É justamente essa consciência que guia cada etapa
do meu trabalho como cirurgião micrográfico.
O método com a maior chance de cura do câncer de pele,
aliado ao melhor resultado estético.
Assista ao vídeo da Sociedade Brasileira de Dermatologia:
Dedico minha vida à oncologia cutânea, pois acredito que cuidar vai além da cura.
É estar presente, orientar com clareza e oferecer um atendimento individualizado,
respeitando a história e as necessidades de cada paciente.
Dr. Mohs, cirurgião na Universidade de Wisconsin (EUA), reconheceu que um câncer de pele muitas vezes se assemelha a "ponta do iceberg", com células tumorais que crescem para baixo e para os lados, como as raízes de uma árvore. Estes "raízes" não são visíveis a olho nu, mas podem ser vistas sob um microscópio.
Depois que a área foi anestesiada, o seu cirurgião remove o tumor visível, juntamente com uma fina camada de tecido circundante. O tecido então é colocado em lâminas para ser examinado em um microscópio. Se houver evidências de câncer em torno das margens do tecido removido, o cirurgião volta ao paciente e retira outra camada da área onde o tumor foi detectado. Isso garante que praticamente apenas o tecido canceroso seja removido durante o processo, minimizando a perda de tecido saudável. Seu cirurgião repete esses passos até que todas as amostras estejam livres do câncer.
Quando a análise microscópica termina, o cirurgião realiza a reconstrução do local. Um bom resultado estético e funcional é uma parte muito importante do processo. A área é reparada no mesmo dia da remoção do tumor. Portanto, todas as etapas - remoção do tumor, análise microscópica e cirurgia plástica reparadora - são realizadas no mesmo dia.
Não, apesar de ambas realizarem a congelação do tecido para realizar o exame microscópico no momento da cirurgia. Na cirurgia de congelação convencional, entretanto, retira-se o tumor com amplas margens de pele saudável, por vezes desnecessariamente. Ao mesmo tempo, paradoxalmente, examina-se apenas uma pequena amostragem destas margens. Na cirurgia de Mohs, as margens cirúrgicas são mais econômicas.
Além disso, o exame microscópico da cirurgia de Mohs não é por amostragem, pois há o exame de 100% das margens cirúrgicas, e isso oferece os melhores índices de cura. A análise por amostragem pode negligenciar o exame de áreas de escape tumoral. O método de Mohs, entretanto, examina toda a superfície da peça cirúrgica que tomou contato com a lâmina do bisturi do cirurgião. Isto é, não é um corte de congelação por amostragem. A cirurgia micrográfica de Mohs termina, invariavelmente, com um laudo histopatológico de ausência de tecido tumoral.
A cirurgia de Mohs pode ser usada para praticamente qualquer tipo de câncer de pele, porém é especialmente indicada para os tumores da pele que possuem uma ou mais das seguintes características:
🚨Lembrando que basta haver APENAS UMA das 6 condições acima. Um tumor localizado no nariz, por exemplo, já possui indicação, independente do tamanho ou subtipo.
Sou cirurgião micrográfico de Mohs com mais de 10 anos de experiência nessa área.
Há principalmente 3 tipos: basocelular, espinocelular e melanoma. Os dois primeiros podem ser chamados de câncer não-melanoma, responsáveis por 95% do total dos casos: cerca de 70% são basocelular e 25%, espinocelular. Já o melanoma representa apenas 4% dos casos, apesar de ser o mais grave devido à sua alta possibilidade de metástase.
Os tipos mais raros representam menos de 1% de todos os casos. Um exemplo é o dermatofibrossarcoma protuberante.
O carcinoma basocelular (CBC) é o tipo de câncer mais comum do ser humano. É mais frequente que todos os outros tipos de câncer juntos! Geralmente tem crescimento lento, e raramente ocorre metástase. Entretanto, é maligno e pode ser agressivo localmente, e possui um grande potencial de destruição local, pois invade tecidos próximos a ele, o que pode causar graves problemas estéticos e funcionais.
Vejamos os subtipos de CBC:
É originado das células da camada espinhosa da epiderme. Possui crescimento mais rápido e maior capacidade de enviar metástases, quando comparado ao carcinoma basocelular. Pode surgir não só na pele mas também em mucosas (lábio, boca, genital), onde pode ser mais agressivo.
Vejamos os subtipos de CEC:
Surge a partir dos melanócitos (células que produzem melanina, responsável pela pigmentação da pele). É o mais letal dos tumores cutâneos, pois tem maior capacidade de se espalhar para outros órgãos, como fígado, cérebro, pulmões e ossos. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maior é a chance de cura.
Vejamos os subtipos de melanoma:
Quase 100% de todos os tumores de pele tratados precocemente de forma correta podem ser curados. Até o melanoma, que tem grande potencial de metástase, possui altas taxas de cura quando detectado em estágio inicial. Também é fundamental que os tumores de pele não-melanoma, apesar de terem menor risco de metástase, sejam tratados o quanto antes, pois podem causar grandes danos estético-funcionais e, em último caso, risco de vida. É fundamental a escolha do tratamento correto, além do conhecimento sobre a prevenção do câncer da pele.
O objetivo primordial do tratamento é a remoção completa do tumor aliada à máxima preservação tecidual, para um melhor resultado funcional e cosmético. O tratamento mais eficaz para qualquer tipo de câncer de pele é a cirurgia, pois traz os índices de cura mais altos.
VOCÊ SABIA? A desvantagem de todos os tratamentos alternativos à cirurgia é de não oferecer confirmação microscópica se o câncer foi totalmente removido. Outra limitação é a dificuldade de destruir as células mais profundas do tumor. Por isso, essas técnicas são mais usadas nos casos em que a cirurgia não pode ser realizada.
Mesmo que a avaliação médica seja a única capaz de identificar com precisão se uma alteração na pele é um câncer, devemos nos examinar periodicamente no espelho para procurar algo suspeito. O autoexame da pele já é um bom início para identificar a doença precocemente. Ao aparecer qualquer mancha, pinta nova ou uma espécie de ferida, procure orientação médica. Fique atento aos sinais de alerta, pois toda mancha que apresentar uma ou mais das seguintes características, pode significar alteração maligna:
O câncer de pele é aquele que surge de mansinho, de forma que você não percebe de imediato. Geralmente começa com uma pequena mancha ou bolinha, e vai se desenvolvendo aos poucos. Como regra geral, qualquer novo sinal ou mudança em uma pinta/mancha que já existia deve servir de alerta. Existe uma regra didática para os pacientes, chamada ABCDE, cujo objetivo é reconhecer um câncer de pele em seu estágio inicial:
Uma mesma pinta pode apresentar uma ou mais dessas características e quanto maior o número, maior o grau de suspeita. Alguns tumores malignos, porém, fogem dessa descrição e o melhor é procurar um dermatologista se você suspeitar de algo diferente. O encontro de alterações suspeitas não significa de imediato que seja um câncer. Procure um especialista para uma avaliação e diagnóstico precoce. Nenhum exame em casa substitui a consulta médica.
Geralmente é feita sob anestesia local, ou seja, o cirurgião infiltra o anestésico ao redor da lesão - esse é o único momento em que o paciente sente um desconforto, porém, após a anestesia fazer efeito, a lesão é retirada de forma completamente indolor. Entretanto, caso o paciente não queira ser submetido a anestesia local, ou em casos de tumores grandes e mais complexos, a cirurgia pode ser feita sob sedação endovenosa por um médico anestesista.
Embora a cirurgia de Mohs possa levar mais tempo do que outras técnicas, os avanços na tecnologia fizeram-na mais rápida. É impossível prever exatamente quanto tempo dura cada cirurgia. Durante um bom período do procedimento, o paciente não necessariamente está sendo submetido à cirurgia, pois há o processo de confecção das lâminas do tumor para serem vistas sob o microscópio.
Não. O paciente chega no mesmo dia da cirurgia e após o término da mesma é liberado para dormir em casa
Raramente. Quando ocorre, geralmente é discreto e facilmente controlado com compressão local, pressionando com um algodão por cerca de 10 minutos.
Sim, assim como qualquer tratamento cirúrgico para câncer de pele. No entanto, a cirurgia micrográfica de Mohs permite a remoção precisa do tumor, preservando ao máximo a pele saudável, o que resulta, na maioria dos casos, em cicatrizes menores e com melhor resultado estético.
A evolução da cicatriz varia de acordo com fatores individuais, como localização da lesão, tipo de pele e cuidados no pós-operatório.
Nos primeiros meses, é comum que a cicatriz apresente uma coloração avermelhada, relacionada à formação de novos vasos sanguíneos durante o processo de cicatrização. Essa alteração é temporária e tende a melhorar progressivamente com o tempo.
Durante a cicatrização, também pode ocorrer um período de contração da pele, fazendo com que a cicatriz fique mais elevada ou endurecida algumas semanas após a cirurgia. Na face, essa mudança é quase sempre temporária, e a cicatriz costuma amolecer e melhorar espontaneamente ao longo dos meses.
De modo geral, a cicatriz pós-cirúrgica continua a evoluir e melhorar com o tempo, podendo levar até um ano ou mais para atingir sua maturidade completa.
Sim. Após a biópsia, o câncer de pele pode não estar mais visível a olho nu. No entanto, a porção superficial removida pode representar apenas a “ponta do iceberg”. Células tumorais podem permanecer na pele, crescendo em profundidade e lateralmente, de forma semelhante à raiz de uma árvore.
Se essas células não forem removidas, o tumor pode reaparecer e, muitas vezes, exigir um tratamento cirúrgico mais extenso. Além disso, lesões não tratadas podem se aprofundar na pele e invadir estruturas vizinhas, como cartilagem, músculo ou osso.
Em situações raras, especialmente quando o diagnóstico e o tratamento são tardios, essas células cancerosas podem se espalhar para os gânglios linfáticos ou outros órgãos.
Por isso, mesmo quando a pele aparenta estar normal após a biópsia, o tratamento adequado é fundamental para garantir a cura e evitar complicações futuras.
Por causa da alta taxa de sucesso da cirurgia de Mohs, a maioria dos pacientes requerem apenas uma única cirurgia. Esta cirurgia geralmente inclui a reparação da ferida também. Outros métodos podem requerer cirurgia adicional e leituras de patologia, a fim de reparar o ferimento e tratar o câncer, se não for completamente removido. Cada uma dessas cirurgias adicionais e leituras de patologia podem exigir mais custos, enquanto um único procedimento de cirurgia de Mohs inclui tudo isso.
O valor pode variar bastante, dependendo de vários fatores como complexidade do caso, tamanho do tumor, profundidade, tipo de anestesia, necessidade de reconstrução mais complexa e estado clínico do paciente. Por esse motivo, o orçamento é sempre individualizado e só pode ser definido após uma avaliação médica.
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